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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Diário de um marinheiro!

18 de Junho de 2009 Cheguei a uma ilha no meio do Atlântico. O sol está a pôr-se e o céu adquire um tonalidade laranja com laivos de vermelho. As nuvens em volta, rosas e roxas, completam a paisagem. Não posso voltar a Vig depois do aviso do Pai. Agora posso apenas sonhar com os altos edifícios, o céu cinzento, os vizinhos, as lojas do centro. Tudo tão diferente desta aldeia onde me encontro agora. Não posso mais tornar a ver os cais onde cresci, e as minhas memórias são cada vez mais difusas. Terei de me contentar com a vida de marinheiro. Será que estou realmente a cumprir o meu sonho? Não sou esperado em parte alguma, sou apenas mais uma cara que passa, que vai e não volta. Ninguém sabe quem sou, de onde venho ou para onde vou. Às vezes, nem eu sei. Viajei por meio mundo, conheci novas terras. Enfrentei novos perigos, provei a doce tapioca e a amarga canela, senti o cheiro da relva, dos animais e da terra, inalei o fumo das fábricas. Vivo a vida com que sempre sonhei. Sou marinheiro e, em breve, serei capitão. Mas valeu a pena? Deixar a minha família, abandoná-los e saber que nunca poderei regressar? Será que este sonho é assim tão importante que tem o direito de destruir o resto da minha vida? Será que o Amanhã não vai ser sempre igual a hoje? SM**Cappuccino Gabriel Bachareli e Matheus Barbosa

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