Depois da repercussão positiva que a minha resenha de um livro da Agatha Christie teve, percebi que os frequentadores do site também apreciam resenhas de livros que não são tão recentes. Por isso criei coragem para resenhar esse livro, que faz parte de uma coleção que marcou minha adolescência:O Escaravelho do Diabo da saudosa Coleção Vaga-Lume.
Apesar de infanto-juvenil, pode-se considerá-lo o primeiro livro de serial-killer que li na vida. E o mais interessante: um livro brazuca, escrito por Lucia Machado de Almeida em 1972. (Eu não sou tão velho assim… li o livro em 2005).
O interessante justamente é isso, pois como a maioria dos livros daColeção Vaga Lume (uma coleção originalmente criada para pré-adolescentes e adolescentes que foi sucesso décadas atrás), ele se torna um clássico atemporal e você nem se dá conta de que o livro tem essa idade toda.
Acompanhamos a história de Alberto, um estudante de medicina, que após o assassinato de seu irmão Hugo, tenta, com a ajuda doInspetor Pimentel, encontrar o responsável por esse e vários outros homicídios.
O assassino como todo bom serial-killer, possui um padrão de comportamento: sempre ataca pessoas ruivas – com a cor do cabelo que lembra o fogo – que recebem, antes de morrerem, um pacote embrulhado que contém um escaravelho dentro, fato que leva os investigadores a darem ao vilão o apelido de “O inseto”.
Conforme a trama vai evoluindo, outros elementos vão sendo inseridos, como a pensão de Cora O’Shea (onde o vilão possivelmente se encontra) e um romance inesperado de Alberto, deixando o livro ainda mais interessante.
As sucessivas mortes – que ocorrem às vezes, quando menos se espera, no melhor estilo Agatha Christie – te deixam tenso, sabendo que o vilão já apareceu, mas você não sabe quem ele é! Um toque genial da escritora.
Indico esse livro não apenas aos jovens, mas a todos que apreciam um bom mistério. Devo apenas advertir que devido ao público a que o livro foi direcionado, não adianta esperar descrições macabras e nem terror psicológico excessivo, afinal, a Coleção Vaga lume não foi criada para traumatizar ninguém.
Samara Thalita Barbosa
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